Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Participo no 6º Pena de Ouro...



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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Ideal de amor

Por um ideal de amor segui teus passos
pelos caminhos da esperança e da loucura,
deixando-me envolver em doces laços
que só me trouxeram dor e amargura...

Fiz o que querias, segui pelos teus traços...
obedeci, ansiando receber de ti ternura...
mas a vida só me deu tristes e baços
sonhos, mortos numa noite escura...

Era um ideal de amor que eu queria
era um sonho assim que eu perseguia
era poder amar, amar, amar...

Mas o amor traiu esse ideal
deixou-me entregue à semente do mal
que pelo coração me quis matar...

Felipa Monteverde

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

Doce enlevo

Quando recordo as flores, os poemas, os abraços
Tudo em mim se enternece... ri... e canta...
Até a minha alma docemente se espanta
No silêncio dos teus beijos... dos teus passos...

Se recordo as tardes, os passeios, os teus braços
Sinto a envolver-me uma loucura santa
Como um invisível véu... que me encanta
E liga a esse amor... e fico prisioneira desses laços...

Outrora, há tanto tempo!... Tudo era alegrias...
O amor doce poema que me oferecias...
Os teus braços o abrigo mais seguro...

Por isso te recordo... com saudade...
Com aquele amor que a idade
Tornou ainda mais forte... ainda mais puro...

Felipa Monteverde

Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

Na penumbra

Minha alma adormeceu no teu regaço
e os sonhos povoaram o meu sono.
O meu corpo era ânsia de abraço
e deixei-me assim ficar ao abandono.

Dormindo em teu regaço, no teu colo,
minha alma descansava de cansaços.
Os meus sonhos já sentiam o consolo
recebido do calor desses teus braços.

Sinto que a penumbra me acalma
que renova o amor e o sentido
de amar, amar e renascer...

E neste abandono da minh'alma
esqueço toda a dor que tenho tido
e deixo-me embalar e adormecer...

Felipa Monteverde

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Travessia

Na noite chuvosa que atravessei
Fantasmas do passado apareceram
Para relembrarem medos que guardei,
Recordações que se desvaneceram…

Atravessei a noite... e os medos que vieram
Dissiparam-se na chuva em que os molhei.
Depois não os vi mais, desapareceram
Infiltraram-se na terra onde os deitei.

Na madrugada, aurora deste dia
Surgiu nova esperança, nova luz,
Novo sentir de vida tão premente!

Parou a chuva… os medos que trazia
Acabaram… e de novo o sol reluz!
Atravessei a noite e estou contente.

Felipa Monteverde

Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Passado

Saudades? Sim, tenho bastantes,
O desejo de ver-te é imenso…
E de cada vez que em ti penso
Recordo que já nada é como dantes.

Tanto tempo passou… o bom senso
Diz-me que agora és feliz. Antes
Assim, prefiro que te rias e que cantes,
É assim que as saudades venço…

Amor, quem dera que esta vida
Fosse feita mais à nossa medida…
Mas se tu és feliz, eu sou feliz,

Alegra-me a tua felicidade,
Aos poucos vou esquecendo a saudade
E deixo de ouvir o que ela diz…

Felipa Monteverde

Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Abandono


Nas palavras sempre doces que te disse
Ardia amor por ti, em branca chama,
Mas permiti ao teu amor que me ferisse
Deixei-te destruir a minha alma.

Deixei que o teu corpo possuísse
O meu corpo enamorado, que te ama;
Deixei que esse prazer me iludisse
Abri-te os lençóis da minha cama.

Mas tu feriste de paixão o meu amor
Cravaste no meu peito esta dor,
Roubaste-me a razão e a alegria...

Trocaste-me por outra, que vendeu
O que o meu amor te ofereceu
Mas que para ti nada valia…

Felipa Monteverde