O barco passou. As águas que se abriram
Formaram a palavra e o poema, que eras tu.
Mais tarde recortadas, a frio e a olho nu
As águas esmagaram a palavra e a feriram.
Talvez que aos meus olhos nada digam...
Talvez que o poema ainda esteja cru...
A palavra e o poema no meu peito são tabu
Águas amansadas por uns olhos que as abrigam.
Era um poema, uma palavra... e depois era nada
Um barco que passou na madrugada
E ninguém deu por ele, não o viu...
Águas que se abriram à passagem
Deixaram perceber que era miragem
Esse barco em que jamais alguém partiu...
Felipa Monteverde
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
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