O barco passou. As águas que se abriram
Formaram a palavra e o poema, que eras tu.
Mais tarde recortadas, a frio e a olho nu
As águas esmagaram a palavra e a feriram.
Talvez que aos meus olhos nada digam...
Talvez que o poema ainda esteja cru...
A palavra e o poema no meu peito são tabu
Águas amansadas por uns olhos que as abrigam.
Era um poema, uma palavra... e depois era nada
Um barco que passou na madrugada
E ninguém deu por ele, não o viu...
Águas que se abriram à passagem
Deixaram perceber que era miragem
Esse barco em que jamais alguém partiu...
Felipa Monteverde
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Finados
Dia de Fiéis Defuntos, daqueles que morreram
Na graça do Senhor e lá ficaram
Dia de recordar como eles eram
Quem foram e as lembranças que deixaram.
Dia de Fiéis Defuntos, dos que faleceram
Na paz do Senhor e se elevaram...
Dia de recordar o que fizeram
O amor e amizades que legaram.
Dia de Finados, recordações de tudo
Dos dias bons e menos bons passados
Lembranças que partiram e ficaram;
E dentro da alma um choro mudo
Rostos eternamente recordados
Saudades desses tempos que passaram…
Felipa Monteverde
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Ideal de amor
Por um ideal de amor segui teus passos
pelos caminhos da esperança e da loucura,
deixando-me envolver em doces laços
que só me trouxeram dor e amargura...
Fiz o que querias, segui pelos teus traços...
obedeci, ansiando receber de ti ternura...
mas a vida só me deu tristes e baços
sonhos, mortos numa noite escura...
Era um ideal de amor que eu queria
era um sonho assim que eu perseguia
era poder amar, amar, amar...
Mas o amor traiu esse ideal
deixou-me entregue à semente do mal
que pelo coração me quis matar...
Felipa Monteverde
pelos caminhos da esperança e da loucura,
deixando-me envolver em doces laços
que só me trouxeram dor e amargura...
Fiz o que querias, segui pelos teus traços...
obedeci, ansiando receber de ti ternura...
mas a vida só me deu tristes e baços
sonhos, mortos numa noite escura...
Era um ideal de amor que eu queria
era um sonho assim que eu perseguia
era poder amar, amar, amar...
Mas o amor traiu esse ideal
deixou-me entregue à semente do mal
que pelo coração me quis matar...
Felipa Monteverde
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Doce enlevo
Quando recordo as flores, os poemas, os abraços
Tudo em mim se enternece... ri... e canta...
Até a minha alma docemente se espanta
No silêncio dos teus beijos... dos teus passos...
Se recordo as tardes, os passeios, os teus braços
Sinto a envolver-me uma loucura santa
Como um invisível véu... que me encanta
E liga a esse amor... e fico prisioneira desses laços...
Outrora, há tanto tempo!... Tudo era alegrias...
O amor doce poema que me oferecias...
Os teus braços o abrigo mais seguro...
Por isso te recordo... com saudade...
Com aquele amor que a idade
Tornou ainda mais forte... ainda mais puro...
Felipa Monteverde
Tudo em mim se enternece... ri... e canta...
Até a minha alma docemente se espanta
No silêncio dos teus beijos... dos teus passos...
Se recordo as tardes, os passeios, os teus braços
Sinto a envolver-me uma loucura santa
Como um invisível véu... que me encanta
E liga a esse amor... e fico prisioneira desses laços...
Outrora, há tanto tempo!... Tudo era alegrias...
O amor doce poema que me oferecias...
Os teus braços o abrigo mais seguro...
Por isso te recordo... com saudade...
Com aquele amor que a idade
Tornou ainda mais forte... ainda mais puro...
Felipa Monteverde
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Na penumbra
Minha alma adormeceu no teu regaço
e os sonhos povoaram o meu sono.
O meu corpo era ânsia de abraço
e deixei-me assim ficar ao abandono.
Dormindo em teu regaço, no teu colo,
minha alma descansava de cansaços.
Os meus sonhos já sentiam o consolo
recebido do calor desses teus braços.
Sinto que a penumbra me acalma
que renova o amor e o sentido
de amar, amar e renascer...
E neste abandono da minh'alma
esqueço toda a dor que tenho tido
e deixo-me embalar e adormecer...
Felipa Monteverde
e os sonhos povoaram o meu sono.
O meu corpo era ânsia de abraço
e deixei-me assim ficar ao abandono.
Dormindo em teu regaço, no teu colo,
minha alma descansava de cansaços.
Os meus sonhos já sentiam o consolo
recebido do calor desses teus braços.
Sinto que a penumbra me acalma
que renova o amor e o sentido
de amar, amar e renascer...
E neste abandono da minh'alma
esqueço toda a dor que tenho tido
e deixo-me embalar e adormecer...
Felipa Monteverde
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Travessia
Na noite chuvosa que atravessei
Fantasmas do passado apareceram
Para relembrarem medos que guardei,
Recordações que se desvaneceram…
Atravessei a noite... e os medos que vieram
Dissiparam-se na chuva em que os molhei.
Depois não os vi mais, desapareceram
Infiltraram-se na terra onde os deitei.
Na madrugada, aurora deste dia
Surgiu nova esperança, nova luz,
Novo sentir de vida tão premente!
Parou a chuva… os medos que trazia
Acabaram… e de novo o sol reluz!
Atravessei a noite e estou contente.
Felipa Monteverde
Fantasmas do passado apareceram
Para relembrarem medos que guardei,
Recordações que se desvaneceram…
Atravessei a noite... e os medos que vieram
Dissiparam-se na chuva em que os molhei.
Depois não os vi mais, desapareceram
Infiltraram-se na terra onde os deitei.
Na madrugada, aurora deste dia
Surgiu nova esperança, nova luz,
Novo sentir de vida tão premente!
Parou a chuva… os medos que trazia
Acabaram… e de novo o sol reluz!
Atravessei a noite e estou contente.
Felipa Monteverde
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Passado
Saudades? Sim, tenho bastantes,
O desejo de ver-te é imenso…
E de cada vez que em ti penso
Recordo que já nada é como dantes.
Tanto tempo passou… o bom senso
Diz-me que agora és feliz. Antes
Assim, prefiro que te rias e que cantes,
É assim que as saudades venço…
Amor, quem dera que esta vida
Fosse feita mais à nossa medida…
Mas se tu és feliz, eu sou feliz,
Alegra-me a tua felicidade,
Aos poucos vou esquecendo a saudade
E deixo de ouvir o que ela diz…
Felipa Monteverde
O desejo de ver-te é imenso…
E de cada vez que em ti penso
Recordo que já nada é como dantes.
Tanto tempo passou… o bom senso
Diz-me que agora és feliz. Antes
Assim, prefiro que te rias e que cantes,
É assim que as saudades venço…
Amor, quem dera que esta vida
Fosse feita mais à nossa medida…
Mas se tu és feliz, eu sou feliz,
Alegra-me a tua felicidade,
Aos poucos vou esquecendo a saudade
E deixo de ouvir o que ela diz…
Felipa Monteverde
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