Olá, seja bem-vindo.
Este blog foi criado no dia 21 de Janeiro de 2010. Será um blog onde apenas publicarei sonetos, nada mais do que sonetos. Espero que os apreciadores deste estilo de poesia me visitem e comentem, façam críticas, para eu melhorar o que tiver de ser melhorado e me alegrar com o que estiver bem feito. Obrigada. FELIPA MONTEVERDE

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Miragem

O barco passou. As águas que se abriram
Formaram a palavra e o poema, que eras tu.
Mais tarde recortadas, a frio e a olho nu
As águas esmagaram a palavra e a feriram.

Talvez que aos meus olhos nada digam...
Talvez que o poema ainda esteja cru...
A palavra e o poema no meu peito são tabu
Águas amansadas por uns olhos que as abrigam.

Era um poema, uma palavra... e depois era nada
Um barco que passou na madrugada
E ninguém deu por ele, não o viu...

Águas que se abriram à passagem
Deixaram perceber que era miragem
Esse barco em que jamais alguém partiu...

Felipa Monteverde

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Finados


Dia de Fiéis Defuntos, daqueles que morreram
Na graça do Senhor e lá ficaram
Dia de recordar como eles eram
Quem foram e as lembranças que deixaram.

Dia de Fiéis Defuntos, dos que faleceram
Na paz do Senhor e se elevaram...
Dia de recordar o que fizeram
O amor e amizades que legaram.

Dia de Finados, recordações de tudo
Dos dias bons e menos bons passados
Lembranças que partiram e ficaram;

E dentro da alma um choro mudo
Rostos eternamente recordados
Saudades desses tempos que passaram…

Felipa Monteverde

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ideal de amor

Por um ideal de amor segui teus passos
pelos caminhos da esperança e da loucura,
deixando-me envolver em doces laços
que só me trouxeram dor e amargura...

Fiz o que querias, segui pelos teus traços...
obedeci, ansiando receber de ti ternura...
mas a vida só me deu tristes e baços
sonhos, mortos numa noite escura...

Era um ideal de amor que eu queria
era um sonho assim que eu perseguia
era poder amar, amar, amar...

Mas o amor traiu esse ideal
deixou-me entregue à semente do mal
que pelo coração me quis matar...

Felipa Monteverde

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Doce enlevo

Quando recordo as flores, os poemas, os abraços
Tudo em mim se enternece... ri... e canta...
Até a minha alma docemente se espanta
No silêncio dos teus beijos... dos teus passos...

Se recordo as tardes, os passeios, os teus braços
Sinto a envolver-me uma loucura santa
Como um invisível véu... que me encanta
E liga a esse amor... e fico prisioneira desses laços...

Outrora, há tanto tempo!... Tudo era alegrias...
O amor doce poema que me oferecias...
Os teus braços o abrigo mais seguro...

Por isso te recordo... com saudade...
Com aquele amor que a idade
Tornou ainda mais forte... ainda mais puro...

Felipa Monteverde

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Na penumbra

Minha alma adormeceu no teu regaço
e os sonhos povoaram o meu sono.
O meu corpo era ânsia de abraço
e deixei-me assim ficar ao abandono.

Dormindo em teu regaço, no teu colo,
minha alma descansava de cansaços.
Os meus sonhos já sentiam o consolo
recebido do calor desses teus braços.

Sinto que a penumbra me acalma
que renova o amor e o sentido
de amar, amar e renascer...

E neste abandono da minh'alma
esqueço toda a dor que tenho tido
e deixo-me embalar e adormecer...

Felipa Monteverde

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Travessia

Na noite chuvosa que atravessei
Fantasmas do passado apareceram
Para relembrarem medos que guardei,
Recordações que se desvaneceram…

Atravessei a noite... e os medos que vieram
Dissiparam-se na chuva em que os molhei.
Depois não os vi mais, desapareceram
Infiltraram-se na terra onde os deitei.

Na madrugada, aurora deste dia
Surgiu nova esperança, nova luz,
Novo sentir de vida tão premente!

Parou a chuva… os medos que trazia
Acabaram… e de novo o sol reluz!
Atravessei a noite e estou contente.

Felipa Monteverde

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Passado

Saudades? Sim, tenho bastantes,
O desejo de ver-te é imenso…
E de cada vez que em ti penso
Recordo que já nada é como dantes.

Tanto tempo passou… o bom senso
Diz-me que agora és feliz. Antes
Assim, prefiro que te rias e que cantes,
É assim que as saudades venço…

Amor, quem dera que esta vida
Fosse feita mais à nossa medida…
Mas se tu és feliz, eu sou feliz,

Alegra-me a tua felicidade,
Aos poucos vou esquecendo a saudade
E deixo de ouvir o que ela diz…

Felipa Monteverde