Domingo, 13 de Março de 2011

Silêncio

Procuro a cadeia dos teus braços,
Onde me prendo a ti e adormeço.
Silêncio! Não se ouçam os passos
Do ciúme e da angústia em que enlouqueço…

É amor, só amor o que te peço…
Carinho e ternura, os teus abraços
Onde, confiante, me despeço
Da amargura que me envolve com seus laços…

Serei tua esta noite, na escuridão
Em que se esquece a alma e o coração
E os corpos se entregam com ternura…

Depois - silenciosamente - dormirei,
Na cadeia dos teus braços calarei
A chegada do ciúme e da loucura…

(Felipa Monteverde)

4 comentários:

Miguel Afonso disse...

Silêncio! Dorme a noite nos meus braços
adormeceu o amor dentro de mim;
esquecem-se temores e cansaços,
nascem sonhos entre lençóis de cetim...

Nilson Barcelli disse...

Mais um excelente soneto, minha querida amiga. Gostei imenso das tuas palavras.
Beijos.

O_Poeta disse...

Que se cale, que se dane,
E silêncio, por favor!
Que o teu existir me abane:
Rega-me com o teu amor!

Bravo, Felipa!

Nilson Barcelli disse...

Felipa, para quando novos sonetos?
Beijos.