Ó minhas mãos tão frias, quem
Vos enregelou nessa redoma breve
Que envolveu o meu silêncio no Além
E que calou no meu peito a dor mais leve?
Quem vos fadou destinos de ninguém
Quem vos largou em sombras de alva neve?
Ó minhas mãos tão frias, quem
Não vos paga o tanto amor que já vos deve?
Frias, brancas, esmaecidas… sim
Vós sois o fiel retrato de mim
Que assim me dou e ninguém me acarinha
Mãos tão frias… mas tenho a alma quente
E sinto amor e dor por toda a gente
E sinto-me tão só… gelada… pobrezinha…
(Felipa Monteverde)
domingo, 24 de janeiro de 2010
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