Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Fantasmas

Quando estou sozinha, nunca estou só
Logo os meus fantasmas aqui me vêm ver:
Pensamentos, lembranças, que não quero ter
Me visitam e eu fico de mim a ter dó.

Sou uma enjeitada, que o não quer ser…
Mais vale ser pobre que pobre coitada,
Mais vale iludida que ser enganada,
Mais vale o não ser do que o parecer…

Não sei que pareço a olhos alheios,
Só sei que aos meus desagrada me ver.
Sou uma enjeitada, com tantos receios

Que me parece só males haver
Na minha pessoa… tantos e tão feios,
Tais são os fantasmas comigo a viver…

(Felipa Monteverde)

(Este soneto tem mais de 10 anos, hesitei em publicar porque lhe vejo muitos defeitos. Como não consigo corrigir, aqui vai.)

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