Sozinha estou, embora acompanhada
Anseio um sossego que não tenho
E no pouco silêncio que obtenho
Escuto e não oiço quase nada.
Quem pode entender a alma amargurada
Que em tudo vê um modo de sofrer?
Será assim tão difícil de entender
Que sej’alma tão só, embora acompanhada?
Ai coração, coração tão pobrezinho
Tão pobre de afectos e carinho
Por que me dás tanta e tanta dor?
Eu trago um coração que é tão sozinho
Que se encontrasse amor em seu caminho
Ai como o viveria e amaria com ardor!
(Felipa Monteverde)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
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